sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quando a pessoa que amamos nos desilude o chão vai abaixo, e com ele vamos nós também, neste caso, eu fui também, depois de muitos trambolhões, de histórias contadas pela metade, de uma realidade que não conhecia e que não queria para mim, depois de muitas noites sem dormir em condições e muitas refeições deixadas pela metade, ainda aqui ando. Hoje mais consciente e mais lúcida, olho para tudo isto de uma forma diferente, ainda muito magoada e depois de ter dito que queria aprender a conjugar o verbo "reconstruir", encontro-me num ponto que nem eu mesma sei muito bem o que quero. O arrependimento de algo para mim não basta e não está a bastar... se calhar sou eu que levo muito à risca esta coisa das relações, dos amores, da cumplicidade e do respeito. Se calhar fui eu que sempre dei tanto de mim e que agora acho que o retorno não está a compensar o investimento.
A única coisa que tenho a certeza é que estamos os dois a olhar para o copo com perspectivas diferentes. Ele vê o copo meio cheio, eu vejo-o meio vazio.

3 comentários:

Sérgio Pontes disse...

É sempre muito complicado quando é o coração que está em sofrimento. Acredita que sei muito bem aquilo que descreves...

Olhos Dourados disse...

Passei por isso...

Jonatas Moutinho disse...

O que não nos destroi faz-nos mais fortes!
Quem passou por esses momentos sabe como isto é verdade.
Força!